O fantasma de Ciro assombra o Abolição
Camilo e Elmano em xeque: Ciro ameaça virar o jogo no Ceará
Quem diria: depois de quase duas décadas reinando absoluto no Ceará, o grupo de Camilo Santana e companhia começa a suar frio diante de um velho conhecido — Ciro Gomes. O ainda pedetista, que já foi dado como carta fora do baralho estadual, surge agora como o nome em torno do qual a oposição se une. E convenhamos: oposição unida no Ceará é coisa rara.
A
movimentação tem deixado o Palácio da Abolição em clima de apreensão. Elmano de Freitas,
que mal conseguiu firmar sua própria sombra como governador, já sente o peso de
ser visto como “candidato frágil” contra Ciro. A alternativa seria Camilo
voltar ao jogo. Mas eis o problema: até mesmo o ministro, que saiu do governo
nos braços do povo, aparece perdendo para Ciro em qualquer enquete de rede
social.
Sim,
são enquetes sem método científico. Mas quando você perde “folgado” até em
grupo de WhatsApp, algo está errado.
Nos
bastidores, a pergunta que incomoda é simples e direta: será que Camilo e
Elmano têm musculatura política suficiente para encarar Ciro Gomes?
Até agora, a resposta parece ser um desconfortável silêncio.
Enquanto
isso, Ciro sorri. Não precisa nem discursar. O simples fantasma de sua
candidatura já desmonta a segurança do grupo governista. O homem que passou
anos colecionando derrotas nacionais parece ter encontrado onde ainda parece ser reconhecido: no
Ceará.
A
questão agora não é se a onda Ciro existe. Ela existe, cresce e se espalha. A
dúvida é: qual será a manobra da situação?
Vão insistir em Elmano, que até hoje luta para não ser visto como um
“governador interino”? Vão apostar em Camilo, que teme perder o brilho da
imagem de estadista para um rival conhecido pelo temperamento intempestivo? Ou
vão tentar fabricar um novo nome às pressas?
Se
não reagirem, 2026 pode virar a eleição mais constrangedora da história recente
do grupo que parecia imbatível. Afinal, o que parecia impossível começa a se
desenhar: Ciro Gomes voltando ao comando do
Ceará pelas mãos dos cearenses.


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